"O CANSAÇO DOS SANTOS"
Clara Andermatt
Criada em 1992 a convite da Companhia de Dança de Almada, Clara Andermatt continua a explorar o lado mais primitivo das emoções humanas. Com uma forte carga simbólica, O Cansaço dos Santos é um retrato teatral de duas personagens em permanente procura — de si mesmas, do outro e das respostas que lhes escapam. Uma peça que perdura até aos dias de hoje, nas frequentes remontagens por companhias e escolas de dança.
Coreografia Clara Andermatt | Música Laurent Petitgrand | Figurinos Carlota Lagido | Cenografia Clara Andermatt | Desenho de Luz Rui Marcelino | Interpretação Amélia Bentes e Mónica Lapa | Fotografia Luís Cunha, Serge Ligtenberg | “Cansaço dos Santos” estreou com a interpretação de Cláudia Dias e Paula Tavares para a Companhia de Dança de Almada em 1992.
Remontagem em Viseu:
Assistente da coreógrafa Amélia Bentes | Ensaiadora Matilde Barbas | Interpretação Mariana Gonçalves e Sara Lopes | Estagiárias Verónica Samuel e Débora Coelho | Desenho de Luz Cristóvão Cunha | Produção Lugar Presente | Coprodução ACCCA - Companhia Clara Andermatt | Estreia Festival Lugar Futuro - 28 março 2026.
CLARA ANDERMATT
Considerada uma das pioneiras do movimento da Nova Dança Portuguesa, a carreira de Clara Andermatt revelou, ao longo dos anos, uma identidade particularmente singular no panorama artístico nacional e internacional, e um percurso que, indubitavelmente, deixou a sua marca na história da dança contemporânea portuguesa. Iniciou os seus estudos de dança com sua mãe Luna Andermatt. Estudou piano e educação musical, até ir para Londres, em 1980, para aprofundar os seus estudos na área da dança no London Studio Centre, onde se graduou em 1984. Recebeu a Bolsa Bridget Espinosa, atribuída anualmente apenas a um aluno, bem como a distinção “The Best Student Award”. Nesse mesmo ano obtém o diploma completo da Royal Academy of Dance de Londres. Foi bolseira do Jacob’s Pillow Dance Festival (Lee, Massachussets, 1988), do American Dance Festival – International Choreographers Residency Program (Durham, 1994) e do Bates Dance Festival (Maine, 2002). O seu interesse pela área do teatro levou-a a estudar “O Método de Interpretação para o Ator”, desenvolvido nos palcos norte-americanos nas décadas de 1930 / 1940, com os formadores Michael Margotta e Robert Castle. Integrou entre 1984-88 a Companhia de Dança de Lisboa (dirigida por Rui Horta), e entre 1989-91 a Companhia Metros, em Barcelona (companhia de autor de Ramón Oller). Em 1991 volta a estabelecer-se em Portugal e cria a sua própria Companhia, atualmente designada como ACCCA - Associação Cultural Companhia Clara Andermatt. Em 1994 inicia uma forte relação com Cabo Verde, cria vários projetos com intérpretes locais, ações de formação e colaborações com artistas de diferentes áreas, que culminam numa série de residências, projetos e espetáculos. Uma colaboração especialmente intensa durante sete anos consecutivos e que perdura até hoje.
Coreografia Clara Andermatt | Música Laurent Petitgrand | Figurinos Carlota Lagido | Cenografia Clara Andermatt | Desenho de Luz Rui Marcelino | Interpretação Amélia Bentes e Mónica Lapa | Fotografia Luís Cunha, Serge Ligtenberg | “Cansaço dos Santos” estreou com a interpretação de Cláudia Dias e Paula Tavares para a Companhia de Dança de Almada em 1992.
Remontagem em Viseu:
Assistente da coreógrafa Amélia Bentes | Ensaiadora Matilde Barbas | Interpretação Mariana Gonçalves e Sara Lopes | Estagiárias Verónica Samuel e Débora Coelho | Desenho de Luz Cristóvão Cunha | Produção Lugar Presente | Coprodução ACCCA - Companhia Clara Andermatt | Estreia Festival Lugar Futuro - 28 março 2026.
CLARA ANDERMATT
Considerada uma das pioneiras do movimento da Nova Dança Portuguesa, a carreira de Clara Andermatt revelou, ao longo dos anos, uma identidade particularmente singular no panorama artístico nacional e internacional, e um percurso que, indubitavelmente, deixou a sua marca na história da dança contemporânea portuguesa. Iniciou os seus estudos de dança com sua mãe Luna Andermatt. Estudou piano e educação musical, até ir para Londres, em 1980, para aprofundar os seus estudos na área da dança no London Studio Centre, onde se graduou em 1984. Recebeu a Bolsa Bridget Espinosa, atribuída anualmente apenas a um aluno, bem como a distinção “The Best Student Award”. Nesse mesmo ano obtém o diploma completo da Royal Academy of Dance de Londres. Foi bolseira do Jacob’s Pillow Dance Festival (Lee, Massachussets, 1988), do American Dance Festival – International Choreographers Residency Program (Durham, 1994) e do Bates Dance Festival (Maine, 2002). O seu interesse pela área do teatro levou-a a estudar “O Método de Interpretação para o Ator”, desenvolvido nos palcos norte-americanos nas décadas de 1930 / 1940, com os formadores Michael Margotta e Robert Castle. Integrou entre 1984-88 a Companhia de Dança de Lisboa (dirigida por Rui Horta), e entre 1989-91 a Companhia Metros, em Barcelona (companhia de autor de Ramón Oller). Em 1991 volta a estabelecer-se em Portugal e cria a sua própria Companhia, atualmente designada como ACCCA - Associação Cultural Companhia Clara Andermatt. Em 1994 inicia uma forte relação com Cabo Verde, cria vários projetos com intérpretes locais, ações de formação e colaborações com artistas de diferentes áreas, que culminam numa série de residências, projetos e espetáculos. Uma colaboração especialmente intensa durante sete anos consecutivos e que perdura até hoje.